Procedimentos
Procedimentos cardíacos

Revascularização miocárdica - pontes de safena: A cirurgia de pontes de safena é a cirurgia mais frequentemente realizada no IC-FUC. As artérias coronárias podem ficar obstruídas por placas de gordura que se formam em suas paredes. As pontes de safena passam por sobre estas obstruções, restabelecendo o fluxo de sangue nas áreas atingidas pela obstrução. A cirurgia envolve a sutura (costura) de uma veia (retirada da perna, ou de uma artéria retirada do tórax ou de outra parte do corpo) na aorta e distalmente a lesão obstrutiva da artéria, formando uma ponte que leva o sangue oxigenado ao músculo cardíaco.
Correção das cardiopatias congênitas: Defeitos congênitos do coração acontecem quando o músculo não se desenvolve normalmente antes do nascimento. Cerca de 1% das crianças nascem com um ou mais defeitos cardíacos. Quando isto acontece, muitas vezes podem ter diagnósticos feitos antes do nascimento, e a cirurgia pode ser recomendada. O tratamento depende do tipo de defeito.
Cirurgias de válvulas cardíacas: o sangue é bombeado pelo coração em uma única direção. As válvulas cardíacas são responsáveis por este direcionamento, abrindo e fechando em cada batimento. Quando as válvulas estão lesadas, a cirurgia as conserta com plastias ou mesmo com substituição por próteses que podem ser tanto biológicas quanto mecânicas.
Correção dos aneurismas e dissecções da aorta: os aneurismas são dilatações da aorta que podem causar problemas por compressão dos órgãos vizinhos ou mesmo romper com o crescimento. As dissecções são rupturas da camada interna da aorta, que causam dor intensa e o risco de ruptura, tanto para o pericárdio quanto para o tórax. É a mais letal das patologias da aorta.
Cirurgia de fibrilação atrial: as anormalidade do ritmo do coração são chamadas de arritmias. A fibrilação é a mais grave, com batimentos rápidos e sem regularidade do coração. A fibrilação atrial é um ritmo rápido e desorganizado das câmaras cardíacas superiores. Esta falta de contratilidade apropriada das paredes dos átrios pode levar à formação de coágulos em seu interior, que podem, se desprendidos, obstruir artérias, inclusive as cerebrais, com graves consequências. A cirurgia da fibrilação atrial tem a finalidade de criar novas vias de transporte dos estímulos, restaurando o ritmo aos batimentos.
Corações artificiais: São aparelhos que substituem parte ou a totalidade do coração. Na maioria das vezes são usados como pontes para os transplantes, ou seja, o aparelho suporta a circulação do sangue enquanto a procura por um órgão para o transplante se realiza.
Implantes de marcapasso e desfibriladores: os batimentos cardíacos são produzidos por estímulos elétricos conduzidos por feixes especializados que se encontram nas paredes do coração. Quando estes estímulos não são conduzidos apropriadamente, o coração pode bater menos vezes do que o normal, ou então bater desorganizadamente causando sintomas graves e até mesmo a morte. Os marcapassos restabelecem a frequência adequada dos batimentos cardíacos e os desfibriladores fazem com que o coração retorne ao seu ritmo normal por meio de estímulos elétricos liberados pelo aparelho.
Transplantes de coração: os primeiros transplantes de coração foram realizados nos anos 60, mas somente nos anos 80, após o controle da rejeição, tornou-se um procedimento reconhecido. O IC-FUC é o pioneiro no Brasil nesta nova fase. O Grupo de Transplantes do IC é integrado por cirurgiões, cardiologistas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas, e também tem sua estrutura um grupo de busca e transporte de órgãos.
Cirurgia de revascularização do miocárdio sem o uso da CEC: é a realização do procedimento cirúrgico com o coração batendo, mas estabilizado para ter uma área quase parada. O procedimento é realizado em pacientes com patologias que aumentem o risco no uso da CEC (circulação extra-corpórea).
Procedimentos minimamente invasivos: é uma nova forma de realizar a cirurgia usando-se incisões menores e muitas vezes com o uso de robôs. Tem a vantagem de ser menos dolorosa e com uma recuperação pós-operatória mais rápida.
Tratamento da insuficiência cardíaca: tem como foco as novas terapêuticas para o tratamento, tanto medicamentoso quanto cirúrgico da insuficiência cardíaca. Entre estas terapêuticas estão o suporte mecânico do coração, o implante de células-tronco, o transplante cardíaco e o implante do coração artificial.
Procedimentos híbridos: O futuro da cirurgia cardiovascular é a cirurgia minimamente invasiva, com pequenas incisões e sem o uso da CEC. Com a introdução dos stents para o tratamento das lesões das coronárias em casos selecionados, a cirurgia minimamente invasiva para a revascularização da artéria coronária descendente anterior usando a anastomose da artéria torácica interna é o tratamento ideal para estas lesões, e o tratamento com stents das lesões nos outros vasos se tornou uma alternativa válida à cirurgia convencional de revascularização do miocárdio. O tratamento com cateter das lesões estruturais do coração em cardiopatias congênitas e nas doenças das válvulas cardíacas diminuiu a mortalidade e aumentou a expectativa de vida dos pacientes. A terapia endovascular também se tornou o tratamento de escolha em alguns casos de doenças da aorta e artérias periféricas. A associação do tratamento cirúrgico com o tratamento endovascular é um dos grandes progressos na terapêutica cardiológica. Esta nova tecnologia exige salas especiais para sua realização e foi implantada no IC-FUC em fevereiro de 2011 com a inauguração de sua Sala Para Procedimentos Híbridos - a Sala Híbrida - junto ao Bloco Cirúrgico.

Hemodinâmica
51 3230-3626

O setor de Hemodinâmica do IC-FUC é pioneiro no Estado e no Brasil na aplicação de técnicas que propiciam o avanço da cardiologia intervencionista. Com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, funciona 24 horas por dia todos os dias do ano. Atender aos casos urgentes de maneira ininterrupta faz parte do histórico de 150 mil exames diagnósticos e das mais de 20 mil angioplastias feitos desde a inauguração do setor dentro do IC-FUC, em 1972, e que comprovam que a demanda tem sido suprida por uma oferta digna da excelência do IC/FUC. Os números anuais também surpreendem: são em média de 7 mil exames diagnósticos e 2 mil angioplastias. O setor possui uma sala que reúne equipamentos de cinefluoroscopia Philips Allura FD 10, última geração de máquinas para procedimentos hemodinâmicos, e permanece no posto em que ocupa com índices de qualidade acima da média internacional. Em 2008 realizou as primeiras cirurgias da Região Sul do Brasil de implantes de válvula aórtica pela via percutânea, todas com sucesso.

Sala 100 - Métodos Gráficos
51 3230-3600

O Instituto de Cardiologia é pioneiro em teste ergométrico de diagnóstico e em ecocardiografias transtorácicas, transesofágicas e de stress, sendo referência no ramo pelo volume de exames e a larga experiência adquirida. Nos mais de 30 anos de existência, foram realizados quase 200 mil ecocardiografias e mais de 100 mil testes ergométricos. Por ano são feitos, em média, 10 mil e 5 mil exames, respectivamente, com profissionais altamente qualificados. Os exames de Mapa, Tilt Test e Holter (estes dois últimos atendem pelos ramais 3761 e 3768 respectivamente) também apresentam grande demanda.

Arritmias
51 3230-3687

Com profissionais altamente qualificados e experientes, o IC-FUC realiza cerca de 2 mil exames Holters por ano, além de aproximadamente 300 procedimentos invasivos de estudo eletrofisiológico e ablação com radiofrequência, o que ressalta a posição de referência no sul do país. Na área de estimulação cardíaca são realizados implantes de marcapasso, desfibriladores e ressincronizadores. O volume destaca a experiência clínica da equipe.