Pioneirismo
A história do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Fundação Universitária de Cardiologia comprova a competência da medicina gaúcha e brasileira, formando há mais de 40 anos gerações de médicos cardiologistas envolvidos com a qualidade no atendimento e permeando sempre o tripé ensino, assistência e pesquisa. Como resume seu diretor-presidente, Dr. Ivo Nesralla: "a grandeza das instituições de mede pela inspiração que lhe deu origem. A Fundação Universitária de Cardiologia nasceu e cresceu do entusiasmo dos que nela trabalham". Alguns destaques nestes mais de 40 anos de história do IC-FUC:

1946 Em um prédio alugado na avenida João Pessoa, é fundado o Instituto de Cardiologia, que teve como primeiro diretor o Dr. Aldo Chaves
1967 Passa a ser administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC), em convênio com a Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, uma iniciativa do então presidente da FUC, Dr. Rubem Rodrigues, que passou a exercer a direção do IC
1968 Começa a construção definitiva do prédio atual
1969 Em 25 de abril é inaugurado o Instituto de Cardiologia, que em setembro do mesmo ano passa a ser também Fundação Universitária de Cardiologia, instituído assim em assembleia geral dos sócios fundadores
1970 Realizada no Rio Grande do Sul a primeira cirurgia de revascularização do miocárdio, com ponte de veia safena, sendo uma das primeiras no Brasil
1971 Primeiras cinecoronariografias no Rio Grande do Sul
1972 Primeira CTI Coronariana no Rio Grande do Sul
1974 Primeiro implante de marcapasso atômico no Rio Grande do Sul
1973 Empregada, pela primeira vez no Brasil, a técnica da hipotermia profunda e parada circulatória total para a correção de defeito congênito complexo em crianças de baixo peso
1982 Primeira angioplastia coronária no Rio Grande do Sul
1984 Primeiro transplante cardíaco do Rio Grande do Sul, retomando o programa de transplantes cardíacos no país. O fato foi assim citado no livro "Operário do Coração", escrito pelo Prof. E. J. Zerbini: "Em junho de 1984, um cirurgião brasileiro fora do eixo paulista - o Dr. Ivo Nesralla, de Porto Alegre - realizou o primeiro transplante sul-americano dessa nova era, o quarto da história do país".
1986 Primeiro ecocardiograma fetal no Rio Grande do Sul
1992 Primeira Cirurgia das Arritmias
1997 Primeira cirurgia cardíaca usando Heart Laser na América Latina
1999 Colocado o primeiro coração elétrico implantável no Brasil
2000 Instituto de Cardiologia realiza a primeira cirurgia com o uso da técnica robótica na América Latina em uma criança de 4 anos, operada de uma cardiopatia congênita (defeito cardíaco de nascimento). A paciente foi submetida à correção do problema necessitando apenas de uma pequena incisão de 3 cm na lateral esquerda do tórax
2000 Primeiras pesquisas com células-tronco e terapia gênica no Rio Grande do Sul
2001 Primeiro implante de marcapasso no mundo com a utilização do robô AESOP 3000. O procedimento foi realizado em uma paciente de 37 anos que apresentava doença cardíaca grave ocasionada pela dilatação do coração. Em função disto, contrações disformes bombeavam com dificuldades o sangue para o organismo. A equipe médica implantou o marcapasso nas laterais do coração, gerando impulsos elétricos capazes de permitir contrações uniformes
2004 A equipe de cirurgia cardíaca do Instituto de Cardiologia, liderada pelo professor Ivo Nesralla, comemora os 20 anos do primeiro transplante cardíaco no Rio Grande do Sul e a retomada dos transplantes cardíacos no Brasil
2005 Primeiro implante do BVS 5000 (dispositivo de assistência mecânica biventricular) no País
2007 Biologia molecular e celular: primeira instituição brasileira a receber autorização de plasmídios para intervenção no coração
2008 Primeiros procedimentos realizados no Sul do Brasil de implante de válvula aórtica pela via percutânea. As intervenções bem-sucedidas aconteceram em três pacientes, e só haviam sido feitas anteriormente em São Paulo
2009 Pesquisadores aplicam técnica pioneira para tratar cardiopatia isquêmica terminal através da terapia gênica. Equipe do IC-FUC chefiada pelo Dr. Renato Kalil sai na frente e desenvolve um procedimento único no Brasil e na América Latina que usa o plasmídeo para formar novos vasos na área cardíaca atingida