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natureza contra a RINITE
A butterbur, uma planta de aparência exótica bem conhecida na Europa, alivia as crises dessa inflamação alérgica sem atormentar com tantos efeitos colaterais As folhas são largas e grandes, resistentes o suficiente para embalar a manteiga — butter, em bom inglês. Bur, na mesma língua, significa invólucro. Daí o nome, porque essa talvez tenha sido a primeira forma de aproveitamento da espécie, originária das montanhas européias. Os cientistas preferem chamá-la de Petasites hybridus L. A ciência, aliás, investigou outra antiga utilização da butterbur: aliviar alergias respiratórias, em especial a rinite. Há relatos seculares desse efeito, quando o povo bebericava o chá de suas folhas para fins medicinais — curar dor de cabeça inclusive. Hoje os especialistas em fitoterapia indicam a butterbur em cápsulas, cada vez mais receitadas no Velho Mundo. Elas concentram dosagens bem controladas do seu principal componente antialérgico, a petasina. No Brasil o Laboratório Aché é o primeiro a lançálas. E, diga-se, parecem ter chegado em boa hora, porque acaba de ser publicado um estudo assinado pelo Max Zeller Sohne, um respeitado centro de pesquisas sobre plantas medicinais instalado na Suíça. Segundo os autores, a espécie diminuiu os sintomas de 90% dos 580 pacientes que engoliram duas cápsulas diárias do extrato durante 15 dias. Quase metade dos voluntários continuou tomando anti-histamínicos. Mas a combinação da butterbur com esses remédios não produziu maiores efeitos do que a planta sozinha. Ao contrário, fez surgir alguns típicos efeitos colaterais do tratamento da rinite, como a sonolência. Buscar uma saída
para a rinite que não leve a resultados adversos é questão
de saúde pública, já que ela atinge de 10% a 25%
da população mundial. "A rinite é uma inflamação
alérgica da mucosa nasal que causa espirros e uma irritação
que se alastra na garganta e nos olhos", descreve Reinaldo Gusmão,
especialista em alergias respiratórias da Universidade Estadual
de Campinas, no interior paulista. FICHA TÉCNICA Por ANDERSON MOÇO da Revista Saúde é Vital, edição de março |
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