Não é coisa de mulher
A osteoporose também atinge homens, que costumam ser subdiagnosticados

É verdade que a osteoporose ameaça muito mais a mulher do que o homem. Segundo estudos na área, elas têm quatro vezes mais chance de desenvolver essa redução da massa óssea do que eles. Talvez contando com isso, homens com mais idade correm risco de descobrir a doença só depois de uma fratura.

O alerta na imprensa aliado à ida freqüente delas ao ginecologista está fazendo a incidência da doença lentamente diminuir nas mulheres. Mas, eles permanecem subdiagnosticados.

- Devido às mulheres irem mais ao médico, descobrem ter osteoporose mais cedo. Mas os homens não têm essa cultura. Quando sofrem uma fratura, vêem como um acidente. Só depois da segunda ou terceira vez é que pensam em fazer os exames - afirma Antônio Carlos Araújo de Souza, geriatra e diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Souza diz que para cada oito mulheres entre 50 e 60 anos com a doença, há dois homens. Mas, a partir dos 75 anos, a relação é de três para cada dois homens.

- Para eles, entre os fatores de risco, estão o uso contínuo de corticosteróide, anticonvulsivantes, tratamento para o câncer, uso de antiácidos que contenham alumínio e doenças crônicas que alteram os hormônios e afetam os pulmões, rins, estômago e intestinos, além do cigarro e do álcool - reforça o ortopedista e traumatologista Sérgio Zylbersztejn, professor da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA).

Ele diz que é preciso construir ossos com boa densidade até os 20 anos. Para isso, aconselha dieta rica em cálcio e vitamina D, atividades físicas e consultas regulares ao médico.

Para quem já descobriu a perda de massa dos ossos, há aliados eficientes. Existem medicamentos que diminuem a perda e outros que provocam um aumento na massa óssea. Em pacientes com fratura de coluna que não cicatriza dentro do previsto, Zylbersztejn aponta a possibilidade de uma solução cirúrgica. Entretanto, os critérios para essa escolha precisam ser bem analisados.

- Iniciou na Europa, há mais de uma década, a injeção de cimento acrílico nas fraturas da coluna vertebral causadas por osteoporose. O método diminui a dor e melhora a qualidade de vida. Mas os tratamentos devem ser analisados pelo médico - alerta Zylbersztejn.

Proteja-se
A maior parte das fraturas que atormentam os pacientes ocorrem em acidentes domésticos:
Em casa:
> Remova tapetes enrugados
> Mantenha a casa iluminada
> Mantenha os fios telefônicos e de eletricidade junto das paredes
> Deixe sempre uma luz acessa à noite no quarto
> Conserve as escadas limpas e evite encerar o piso
> Equipe o banheiro com seguradores para evitar quedas
> Coloque tapetes adesivos no chão do banheiro e no box do chuveiro
> Escolha cadeiras fáceis para se sentar e levantar
Em qualquer lugar:
> Use o corrimão para subir e descer escadas
> Calce sapatos firmes
> Evite andar de salto alto, meias ou chinelos
> Sempre olhe para onde vai e o caminho que está fazendo
Fatores de risco:
> Mulheres de raça branca ou asiáticas, com antecedentes familiares
> Menopausa precoce
> Constituição magra, com pouco peso e ossos pequenos
> Dieta pobre em cálcio
> Vida sedentária
> Doenças como diabetes, hipertireoidismo, doença na supra-renal ou doenças reumáticas

Alimentos na balança
Nos dias frios, o feijão é prato quase que garantido na mesa. Veja as calorias dos diferentes tipos dessa leguminosa:
Tipo / Calorias (kcal) por 100g
Feijão carioca cozido - 76
Feijão carioca cru - 329
Feijão fradinho cozido - 78
Feijão fradinho cru - 339
Feijão jalo cozido - 93
Feijão jalo cru - 328
Feijão preto cozido - 77
Feijão preto cru - 324
Feijão rajado cozido - 85
Feijão rajado cru - 326
Feijão rosinha cozido - 68
Feijão rosinha cru - 337
Feijão roxo cozido - 77
Feijão roxo cru - 331
Fonte da pesquisa: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), criada pelo Ministério da Saúde e pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentos (Nepa), da Universidade de Campinas (Unicamp) - www.unicamp.br/nepa/taco

Fonte: ZERO HORA - Vida - Página 08

 
Página  Inicial! Página  Inicial! Maiores Informações