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Instituto de Cardiologia aplica tecnologia pioneira para reverter hipertensão pulmonar

07/11/2018

A hipertensão pulmonar é uma doença altamente incapacitante e era até pouquíssimo tempo atrás incurável. Ela é a principal sequela da embolia pulmonar, causada por um trombo (coágulo de sangue) que se forma nas veias das pernas, “caminha” pelo corpo e acaba obstruindo as veias do pulmão (trombose venosa).

Pacientes que têm a hipertensão pulmonar sofrem com falta de ar intensa, cansaço e, em casos extremos, podem perder a capacidade de caminhar e até mesmo sofrer de insuficiência cardíaca, que leva ao óbito. Até pouco tempo atrás as únicas opções de tratamento eram a cirurgia de tromboendarterectomia para a retirada dos trombos do pulmão e um medicamento de alto custo e eficácia relativa conforme o caso.

O Instituto de Cardiologia de Porto Alegre já é um hospital de referência nesta delicada cirurgia e conta com um centro que já realizou mais de 10 procedimentos, pela equipe coordenada pelo Prof. Renato Kalil e pela Dra. Gisela Meyer, renomada especialista em hipertensão pulmonar. No entanto, nem todo paciente pode passar pela cirurgia. “Estimamos que cerca de metade dos pacientes que sofrem de hipertensão pulmonar não tem condições de passar pela cirurgia, quer seja pela localização do trombo - quando está em uma parte mais fina da veia - ou até mesmo pelo estado geral do paciente”, afirma o cardiologista intervencionista do Instituto de Cardiologia, Dr. Alexandre Quadros, que também é Coordenador do PPG em Cardiologia da instituição e Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista. Para estas pessoas que antes não tinham opções, o hospital trouxe a alternativa da Angioplastia Pulmonar por Balão.

O procedimento é minimamente invasivo, realizado por um pequeno catéter que consegue alcançar até as mais finas veias do pulmão. Com ele é possível desobstruir as veias e reestabelecer imediatamente o fluxo de sangue no órgão. O Instituto de Cardiologia realizou este procedimento de forma pioneira no RS na última quarta-feira (24) e acompanhou a evolução do paciente que passa bem e já teve alta da UTI.

A rápida recuperação é, inclusive, uma das principais vantagens da Angioplastia Pulmonar. Enquanto na cirurgia convencional o paciente leva 12 horas para acordar e permanece internado por no mínimo 5 dias na UTI, no caso da Angioplastia Pulmonar o paciente sai do bloco acordado e recebe alta da Unidade de Terapia Intensiva no dia seguinte.

O Instituto de Cardiologia espera que, com a realização deste procedimento, mais pacientes possam recuperar a qualidade de vida após a embolia pulmonar. “Não há limite de idade para a realização da Angioplastia Pulmonar, de forma que esse procedimento, em conjunto com a cirurgia, nos permitirá oferecer um tratamento efetivo a maioria dos pacientes com hipertensão pulmonar em nosso meio”, conclui o Dr. Quadros.

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